Visita simbólica encerra polêmica
A visita do diretor-geral da AIEA à centrífuga de enriquecimento de urânio da INB, em Resende, é simbólica e encerra qualquer tipo de polêmica sobre a transparência do programa nuclear brasileiro, disse Trajan. El Baradei é um homem de cobrar tudo em relação à segurança. (Sua visita) é uma demonstração de que fizemos e continuamos fazendo tudo direito, afirmou.
O diretor-geral da AIEA salientou a importância do uso da energia atômica para fins pacíficos. Além dos 30 países que já usam energia nuclear, muitos estão expandindo o uso, e muitos países grandes, como Indonésia, Turquia e Egito, estão decidindo adotar a energia nuclear como parte da matriz. Porém, é preciso que a energia nuclear tenha sempre o mais alto nível de segurança e seja exclusivamente com fins pacíficos, disse El Baradei.
Segundo Tranjan, a centrífuga do Brasil é submetida -desde sua inauguração, em maio de 2006- a duas ou três inspeções por ano, de surpresa ou como rotina.
A ida de El Baradei a Resende foi uma visita e não uma inspeção. Atualmente, a INB não produz urânio enriquecido em escala industrial em Resende. A meta da empresa é atender a 60% de Angra 1 e Angra 2 em 2010 e a 100% em 2014. (A.E.)





