Aparecida - O estilo e as primeiras orientações do papa Francisco, eleito sucessor de Bento 16 no dia 13 de março, prometem dar a tônica da 51ª Assembleia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), iniciada ontem em Aparecida (SP), com presença de 361 participantes.
"Quais serão as consequências em nosso País das palavras de Francisco, quando ele diz que quer uma Igreja pobre para os pobres?", perguntou no plenário o bispo de Jales (SP), d. Luiz Demétrio Valentini.
A resposta virá da definição, nos próximos dias, da discussão do tema central da assembleia, que busca um novo conceito de paróquia, apresentada como comunidade de comunidades, uma preocupação do documento da 5ª Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe, inaugurada por Bento 16 em Aparecida, em maio de 2007.
"Igreja pobre para os pobres significa uma Igreja mais simples, mais presente, mais junto do povo e comprometida com a evangelização", disse o franciscano d. Severino Clasen, bispo de Caçador (SC).
A eleição de Francisco está mudando igualmente a programação da vinda do papa ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na segunda quinzena de julho. O reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC Minas), d. Joaquim Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, informou que Francisco será convidado para o encerramento do Congresso Mundial de Universidades Católicas, dia 21 de julho, em Belo Horizonte.
"O convite ainda não seguiu, mas está em processo de encaminhamento, prevê a antecipação da chegada do papa ao Brasil, prevista para 23 de julho", adiantou d. Mol.

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