Visita deve estimular investimentos
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domingo, 01 de junho de 1997
Agência Folha 
BELÉM - O porta-voz do imperador Akihito, do Japão, embaixador Akitane Kiuchi, disse ontem em Belém que a visita do imperador ao Brasil pode trazer novos investimentos japoneses para o País. A comitiva imperial desembarcou sábado à noite em Belém, para uma visita de dez dias ao Brasil. A visita em si não tem nenhum motivo político ou econômico, mas a viagem do imperador atrai a atenção e o interesse de empresários. Esse interesse pode trazer investimentos japoneses, disse o embaixador, durante entrevista coletiva.
Sem se aprofundar nos temas políticos ou econômicos, Kiuchi cumprimentou o governo pela privatização da Companhia Vale do Rio Doce. A privatização trará maior eficiência à companhia, disse. Os japoneses são os maiores compradores mundiais de minério de ferro e alumínio da Vale. Cerca de 900 integrantes da comunidade japonesa do Pará, estimada em 10 mil pessoas, a terceira do país - atrás de São Paulo e Paraná -, homenagearam ontem à tarde o casal imperial em uma grande festa no Teatro da Paz, em Belém.
Akihito quebrou o protocolo e se desviou até os portões do teatro, onde estava a estudante brasileira Roseane Gonçalves, 24, para receber dela cartões postais de Belém. Pela manhã, Akihito e a imperatriz Michiko fizeram um passeio de barco de cerca de 18 quilômetros pelo rio Guamá, afluente direito do Amazonas que banha Belém.
Após o passeio, o governador Almir Gabriel (PSDB-PA) ofereceu um banquete ao imperador. À noite, Akihito participou de recepção no consulado japonês.
O embaixador Kiuchi explicou que o imperador começou por Belém sua primeira visita à América Latina porque a capital paraense é a mais próxima da Europa, entre as cidades agendadas. Akihito e a imperatriz Michiko viajam hoje a Brasília e, depois, a Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Eles também vão a Buenos Aires.


