Nova York, 11 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso, durante coletiva no Hotel Intercontinental em Nova York
afirmou que o objetivo do governo brasileiro em sua viagem aos EUA foi agradecer o apoio dos países industrializados, entre os quais os Estados Unidos, nos momentos de dificuldades no início deste ano. Sobre a conversa com o presidente Bill Clinton, FHC disse que não só foi discutida a relação Brasil/Estados Unidos, mas também o problema de violência e venda de armas. Segundo o presidente, o Brasil iniciará um esforço nacional pelo desarmamento.
FHC recusou-se a falar com os jornalistas sobre questões ligadas à CPI dos Bancos no Brasil, dizendo: "Estou discutindo a retomada do Brasil. Isso é o que conta para o País". O presidente disse que durante sua viagem não ouviu nenhuma referência à CPI por parte de empresários e investidores. "O que posso dizer é que a posição clara do governo é de que a apuração deve ser feita e o presidente é favorável a ela", afirmou. Perguntado sobre o envolvimento do ministro Pedro Malan no assunto, FHC disse que Malan é "responsável e sério" e que ele não pode responder pelo ministro.
O presidente disse ainda que a reforma tributária, um assunto questionado por vários empresários americanos durante sua viagem terá continuidade neste ano. O governo considera que é possível avançar nessa reforma e espera que o Congresso aprove novas medidas antes de 2000. Empresário - O vice-chairman do Citibank, William Rhodes, que coordenou a reunião do presidente com 12 empresários, hoje pela manhã, disse que uma das maiores preocupações dos empresários presentes foi em relação à queda dos juros no Brasil. Segundo ele, essas empresas estão planejando novos investimentos e sentem um clima de recuperação no País. "Há apenas três meses, as projeções de queda do PIB eram de 6%. Agora estamos trabalhando com taxa de 2%, o que mostra uma muito boa recuperação", afirmou.

mockup