Viscome é acusado de chefiar esquema de propina na AR Penha
São Paulo, 28 (AE) - Vicente Viscome é acusado de liderar a corrupção na administração regional da Penha, que movimentava até R$ 288 mil por ano, mas há pelo menos mais 17 pessoas no esquema. Todas, incluindo o vereador cassado, foram indiciadas por concussão e formação de quadrilha no inquérito policial concluído em abril.
A maior parte da propina provinha da Enterpa, empresa responsável pela coleta de lixo e limpeza na Penha. Pelo menos 2% do contrato com a empresa, de R$ 1,2 milhão, era pago a funcionários da regional para que fizessem vista grossa na fiscalização do serviço.
Viscome comandaria o esquema. Só da propina do lixo, ficaria com 50%. Abaixo dele estaria Tânia de Paula, ex-namorada e assessora, que recebia a propina recolhida por Pedro Antônio Saul, ex-supervisor de Serviços e Obras Públicas e ex-regional. A "comissão" de Saul era de 10% do que cobrava da Enterpa. Ao menos uma vez, parte do dinheiro foi parar no bolso de Paulo Roberto Tirolli, ex-regional.
Outra fonte de propina era intermediada pelo ex-regional Osvaldo Morgado, antecessor de Tirolli. Ele é acusado de extorsão a donos de imóveis irregulares encaminhados pelo fiscal Clóvis Feitosa de Araújo. Além disso, receberia o coletado pelo ex-funcionário Ivan Márcio Gitahy e do superintendente de Uso e Ocupação do Solo Fernando Martins Capitão. Ambos coordenariam a extorsão praticada por Araújo, Fernando Garcia Lepper e Milton Figueiredo da Silva.





