Três novos convidados, muito desagradáveis, estão em nosso Planeta. São três vírus que desembarcaram há alguns anos, ou há alguns meses. E já se destacaram por belas façanhas: mataram homens, cães e carneiros. Estes três vírus, que se lançam ao trabalho no momento, depois de um período de repouso e latência, chamam-se Ebola (na África Central, no norte de Uganda), a febre do Vale do Rift, que partiu do Quênia em 1931, afetando imediatamente a Arábia Saudita e enfim, o vírus West Nile, ou do Nilo Ocidental .
O West Nile é talvez o pior. Ele ressurge depois de alguns anos de repouso: nos anos 50, ele foi observado em acampamentos de refugiados, com encefalites mortais. Em 1966, fez escalas na Argélia e no Marrocos (1966). E sobretudo na Romênia, onde infestou 80.000 pessoas somente na capital, Bucareste. Mas, enfim, este vírus, como os outros vieram todos da África Negra, o que lhes dá um estilo clássico muito sólido. Além disso, quando deixou a África, o West Nile atacou na Romênia, um país que saia de 50 anos de comunismo ‘‘soviético’’ e que ‘‘estava muito sujo’’.
Contudo, mais recentemente, há um ano, o mesmo vírus West Nile mudou sua maneira de agir. Atacou os Estados Unidos, um país extremamente asseado e causou algumas mortes. Depois desse ‘‘galope de ensaio’’, dirigiu-se a outro país muito limpo, a França, onde os cavalos foram infectados e estão sendo mortos no paraíso dos cavalos, a Camargue.
Hoje, o West Nile, continua seu passeio.
Quanto ao terrível Ebola, que ataca de novo em Uganda, tenta-se impedir que ele saia de seu perímetro. Quinze especialistas mundiais chegaram à região: são técnicos da Organização Mundial de Saúde (OMS), epidemiologistas americanos , ‘‘médicos sem fronteiras’’, e todas as populações que tiveram contato com os doentes estão sendo alertadas. Os estudos se intensificam. Trata-se de um vírus da família dos Fitoviridae, que é transmitido pelo sangue ou pelo esperma. Depois de três semanas de incubação, surgem dores de cabeça e hemorragias, muitas vezes mortais. O Ebola constitui um risco maior, como todas as outras ‘‘febres hemorrágicas’’. No momento, a única forma de combate é o ‘‘cordão sanitário’’.
Enfim, a febre do Vale de Rift apareceu no Quênia em um carneiro em 1931. Depois, essa febre fez um passeio pela África, provocando a morte de 100.000 carneiros e bois e a infecção de 20.000 seres humanos na África do Sul em 1950. Nesse ano, a febre do Rift saiu da África. Instalou-se na Arábia Saudita e no Iêmen.

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