Vírus tende a recuar, diz especialista
Para o pediatra e infectologista Marcos Lago, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ainda persistem muitas questões não esclarecidas sobre o vírus H1N1. Tudo leva a crer que o risco de pandemia irá desacelerar, pois esse é um comportamento natural de todo vírus. Eles apresentam um ápice e começam a retroceder. Porém, vale dizer que essa é apenas uma impressão inicial, disse.
O secretário de saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian também acredita na redução gradativa no número de casos do vírus H1N1. Segundo ele, Londrina tem 199 casos confirmados, porém há dez dias, a cidade vem registrando uma queda de 50 a 60% em nível geral (resfriados e gripes comuns), sendo que a gripe A, registrou um desnível de aproximadamente 30%.
O centro de referência da gripe chegou a atender 356 pacientes em apenas um dia. Nas últimas 24 horas, foram registrados 105 atendimentos. Isso significa que o ciclo da pandemia, que acontece num período de três meses, está se completando. Porém, quando se trata de vírus, não se pode ter certeza de nada, afirmou.
Já a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná prefere não afirmar qual será o comportamento da doença nos próximos meses. A assessoria explica que por se tratar de uma doença que se encontra em estudo, a concretização dos dados em comparação às demais endemias, só será possível quando houver o número fechado de pessoas que foram infectadas pela doença e daqueles que foram a óbitos.
Portanto, a população deve manter as medidas de prevenção, como a higienie básica, evitar aglomerações em ambientes fechados, beber bastante líquido e manter uma alimentação saudável. (M.O.)





