Vírus da aids torna-se mais resistente a drogas
Chicago, 04 (AE-REUTERS) - Os cientistas envolvidos na batalha contra o HIV tiveram mais uma má notícia hoje (04). De acordo com dados apresentados na 6ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Chicago, entre as novas infecções registradas nos Estados Unidos, 4% delas são resistentes a drogas da família dos nucleosídicos, que inclui o AZT. De 5% a 10% dos novos casos são resistentes aos não-nucleosídicos, como a nevirapina. Em relação aos inibidores de protease, 10%
Esses resultados foram apresentados pelo médico John Mellors, da Universidade de Pittsburgh. "Se lhe dermos tempo suficiente, poderá desenvolver resistência a todas as classes de drogas", alertou Mellors durante a conferência.
"Eu não acredito que a resistência seja inevitável" nos pacientes. "Mas isso não significa que a redução da carga viral a níveis indetectáveis significa o fim por completo da replicação viral", declarou.
Luc Perrin, da Universidade de Genebra, afirmou ter encontrado uma mutação contra o AZT que aumentou e modo constante IN PREVALENCE. Em 1988, menos de 4% do HIV encontrado na Europa, Estados Unidos e Austrália apresentavam a mutação, declarou Perrin. Hoje, esse número chega a 13%.
Mais alarmante ainda foi o aumento da preponderância de variações de HIVs resistentes aos inibidores de protease, uma classe de drogas cujo uso tem-se difundido somente há cerca de dois anos. Em 1997, não se identificavam na Europa cepas resistentes, revelou Perrin. Mas no fim do ano passado, de 3% a 9% das variações do vírus do continente foram considerados resistentes.
Em um outro estudo, o médico Robert Colgrove, da Escola de Medicina de Harvard, analisou 75 recém-nascidos infectados e descobriu que mais da metade apresentava resistência ao AZT.





