Vírus Chernobyl ataca no PR
O vírus de computador mais conhecido como CIH ou Chernobyl atacou ontem cerca de 5% dos terminais domésticos e empresariais de Maringá conectados à Internet. A cidade tem cerca de cinco mil computadores ligados à rede mundial e seis empresas provedoras.
Reclamações como perda de arquivos inteiros ou até mesmo da placa-mãe ou disco rígido começaram a chegar cedo às provedoras de Maringá. Muita gente perdeu centenas. Ele só ataca no dia 26 de abril. Pelo menos 5% dos ligados à Internet foram afetados, explicou o técnico Jean Cristiano Marcon.
Outra provedora de Maringá também recebeu dezenas de reclamações. O problema é que o vírus já está na máquina. Aí quando entra na rede ele ataca e apaga os programas, explicou o técnico em informática Márcio Washington Gregório.
Cinco dos 35 terminais da Unimed-Maringá foram atacados ontem pelo CIH. O analista de sistemas da empresa, Marcos Assunção, disse que os terminais de atendimento ao público foram afetados pelo vírus, mas como todo o nosso cadastro fica no servidor (Unix) os programas foram reinstalados imediatamente, sem prejudicar o atendimento.
Foz do Iguaçu Identificado em dois dos 1,4 mil terminais da Itaipu Binacional, a ação do Chernobyl foi neutralizado quase imediatamente pelos programas especiais, sem qualquer dano à usina.
A Itaipu Binacional, empresa que gerencia a maior hidrelétrica do planeta, abriga uma das estruturas internas mais informatizadas do continente.
O microempresário Dulcemar Pedro Villi, 32 anos, não teve a mesma sorte. Quatro dos cinco terminais do seu escritório foram atingidos pelo vírus.
Villi pretende montar um mutirão entre os empregados do escritório para tentar recuperar em papéis, parte das informações perdidas no computador.





