Brasília, 24 (AE) - O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), informou há pouco que o governo quer que o projeto que permite aos Estados fixar pisos salariais mais altos que o mínimo seja votado antes do término de 45 dias do prazo de urgência. Virgílio Neto disse que o empenho do governo para aprovação do projeto ocorrerá mesmo que haja pressão de governadores e de setores da oposição, que pretendem arguir a inconstitucionalidade. "Se a oposição ficar contra, nos obrigará a fazer passeatas em favor dos trabalhadores", ironizou o líder. Já o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), afirmou que não acredita que a oposição possa ser contra o projeto. "É um projeto que permite o aumento de salários", lembrou o líder. Na avaliação de políticos governistas, o presidente Fernando Henrique Cardoso fez a parte dele, cabendo agora ao Congresso votar o projeto de lei complementar. "Se não votarmos a autorização para o aumento do mínimo nos Estados, a culpa recairá agora sobre o Congresso"
completou o líder do PSDB, senador Sérgio Machado (PSDB-CE). Virgílio Neto defendeu também a manutenção da comissão especial do salário mínimo, apesar de ter ficado esvaziada com o anúncio do reajuste pelo governo.

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