Samuel dos Santos, presidente da ONG que administra o Camelódromo, afirma que há um esforço dos comerciantes para mudar a imagem do local como um centro de comercialização de mercadorias contrabandeadas e falsificadas. ''Não vou dizer que não tem gente que compra no Paraguai, mas muitos compram mercadoria em importadoras de Londrina, Maringá, São Paulo'', argumenta.
''Há dois anos, fizemos uma assembleia geral, e foi aprovado que não seriam abertas novas lojas de CDs e DVDs piratas. As que fechassem não poderiam ser reabertas. Eram 20 lojas desse tipo aqui. Hoje, são apenas seis. Muita gente nos procura para abrir lojas novas de CDs e DVDs piratas. Se autorizássemos, daria umas 40. Mas nossa ideia é que até essas seis restantes fechem. Isso é uma conquista.''
Santos alega que o Camelódromo Central acaba sendo vítima de preconceito, pela atuação dos lojistas de galerias e shoppings populares que surgiram em Londrina na esteira do próprio Camelódromo. ''O delegado do Nurce falou em camelódromos, no plural. Londrina tem muitas galerias abarrotadas de CDs e DVDs piratas. Quando apreendem mercadoria, esses comerciantes falam que compraram aqui no Camelódromo. Nós viramos bode expiatório'', afirma Santos, que considera que a relação dos lojistas do Camelódromo com outros comerciantes da Região Central de Londrina hoje é melhor.
''Nossa gestão prioriza a harmonia com os outros comerciantes de Londrina. Hoje, até os preços são parecidos. Não batemos de frente com os outros lojistas. Nós ganhamos o selo Arma Não é Brinquedo, porque fizemos uma orientação para que não fossem mais comercializadas armas de brinquedo no Camelódromo. É prova de que nos preocupamos em ser obedientes às leis'', justifica. (F.G.)

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