Campinas, SP, 03 (AE) - O inspetor substituto da Receita Federal no Aeroporto de Viracopos, Sergio Hamamoto, disse hoje que não há atraso na liberação de cargas importadas em decorrência da portaria 499 do Ministério da Agricultura. A medida determina a destruição ou tratamento da madeira utilizada nas embalagens de artigos vindos dos Estados Unidos, China e Hong Kong, para evitar a entrada de pragas no País. Apesar de negar transtornos no desembaraço das cargas, Hamamoto informou que os técnicos da Receita Federal, Ministério da Agricultura e Infraero que trabalham no aeroporto estão estudando o procedimento a ser adotado para cumprimento da portaria.
"Aqui em Viracopos não está havendo nenhum atraso na liberação de cargas", garantiu o inspetor. Embora o procedimento para cumprir a portaria ainda não tenha sido normatizado, os técnicos do Ministério da Agricultura e da Infraero já estão adotando medidas para evitar que as embalagens saiam do aeroporto. "Estamos desmontando e destruindo as caixas no incinerador do próprio aeroporto", disse o agrônomo Roberval Pizzigatti, que atua no escritório do Ministério da Agricultura em Viracopos.
De acordo com Pizzigatti, a restrição imposta às embalagens de madeira ainda não gerou acúmulo porque é pequeno o volume de artigos que são desembarcados em Viracopos nessas condições. "Hoje incineramos apenas cinco caixas", disse. Segundo ele, os produtos são novamente embalados no próprio aeroporto e liberados em seguida.