''O Galileu é cardíaco'', conta, rindo, a secretária Cecy Pereira Falcão, de Londrina. Ela já se acostumou com o espanto e as gozações dos amigos sobre os problemas cardiovasculares de seu cãozinho. Mas quando descobriu a doença, há pouco mais de um ano, ela também se surpreendeu. ''Fiquei preocupada, nunca pensei que um cachorro pudesse ter esse tipo de problema. Mas velho não tem problema no coração? É a mesma coisa!''.
O vira-lata ''desde novinho'' foi sempre muito ativo, segundo Cecy, e nos últimos tempos havia ficado ''mais quieto''. Mas foi um episódio que fez com que Cecy se preocupasse: o cachorro começou a tremer e caiu, depois que foi espantado por um grupo de rapazes que conversavam próximo à casa dela. ''Achei aquilo esquisito e fiquei pensando se eles haviam batido ou machucado o Galileu. Aí passei a observá-lo, e em outra ocasião, ao perseguir um gato, vi que ele caiu de novo, não chegava a ser uma convulsão. Quando voltou a andar estava tonto, sem equilíbrio'', relata. A dona também percebeu que o companheiro passou a esgasgar com a comida e a tossir de vez em quando.
No Hospital Veterinário da UEL, Galileu passou por exames de sangue e raio-X, entre outros, para ter o diagnóstico: sopro no coração e outros problemas cardiovasculares. ''Me explicaram que o coração 'grande' pressionava a traquéia, por isso ele engasgava. Me orientaram a colocar as vasilhas de ração e água num nível mais alto, num apoio, e ele passou a não engasgar mais''.
Hoje, Galileu é ''um senhor'' de 12 anos que já não aguenta mais correr atrás de brinquedos ou de gatos e não sobe mais na sua cadeira preferida. Toma quatro comprimidos diariamente e a dona também tem a recomendação de não deixá-lo se estressar. Nem sempre ele quer tomar os remédios, e dona Cecy tem que abrir sua boca e fazê-lo engolir. A exemplo do companheiro de quatro patas, e por causa de uma falta de ar, agora é a vez de dona Cecy procurar um cardiologista. ''Não falam que o cachorro se parece com o dono?''.(C.P.)

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