Violento e ousado, criminoso tem lista extensa de acusações
Estratégia, ousadia e violência. Poucos criminosos no País têm uma lista tão extensa de ações que conjugaram estas três características e chamaram a atenção da mídia quanto Marcelo Moacir Borelli, de 33 anos, um ex-estudante de direito que nasceu em Cornélio Procópio, no Norte do Estado.
Considerado pela polícia paranaense o maior assaltante a carros-forte do Estado, Borelli chocou o País após a exibição de imagens em um programa de TV onde ele aparece torturando barbaramente uma criança de três anos, sob a complacência de três mulheres. As filmagens aconteceram em setembro do ano passado em uma casa em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A fita teria sido usada como chantagem ao pai da criança, um comparsa que Borelli perseguia. De tão chocante, a extrema crueldade do criminoso foi usada como argumento para os defensores da pena de morte.
Um mês depois de filmar a sessão de tortura que comandou, Borelli foi preso na BR-277, no município de São Luis do Purunã (50 km a noroeste de Curitiba). Ele estava em um caminhão carregado de armas contrabandeadas do Paraguai. Em sua casa foram encontrados fuzis, granadas, artilharia anti-aérea coletes da Polícia Civil e da Infraero, três carros, 18 telefones celulares e outros aparelhos de comunicação remota. Além do arsenal, foram encontrados fitas com filmagens do Aeroporto Internacional Afonso Pena, na Grande Curitiba e R$ 100 mil.
Borelli também é suspeito de ter roubado a transportadora de valores Proforte, em Londrina. O assalto rendeu cerca de R$ 2,9 milhões e incluiu o sequestro dos funcionários e de seus familiares, inclusive mulheres e crianças.
Outros crimes nos últimos anos em que Borelli pode ter algum envolvimento, segundo a polícia: assalto a um avião da Vasp, no aeroporto de Brasília, onde foram levados 61 quilos de ouro; assalto no aeroporto de Assunção, capital do Paraguai, onde teriam sido levados R$ 12 milhões; e o assalto-sequestro do vôo 280 da Vasp, onde foram levados R$ 5 milhões. (Lúcio Flávio Moura)





