Jacarta, 17 (AE-AP) - A violência religiosa que já deixou mais de 2.000 mortos no leste da Insonésia espalhou-se para perto do centro do país nesta segunda-feira (17) quando um bando de muçulmanos incendiou pelo menos oito igrejas na ilha turística de Lombok, informaram autoridades oficiais.
Cristãos de Lombok alegaram que mais de 10 igrejas foram destruídas.
A polícia disparou tiros para o alto para dispersar milhares de pessoas que atiravam pedras e criavam barricadas na principal cidade da ilha, Mataram.
Uma fonte hospitalar disse que oito pessoas foram internadas por ferimentos causados por bala. Segundo um funcionário de uma companhia de navegação que explora a rota entre Lombok e a ilha de Bali, havia uma forte movimentação de pessoas fugindo da ilha.
A violência também eclodiu na cidade vizinha de Ampenan, nas proximidades do aeroporto. Lombok localiza-se perto de Bali, principal destino turístico indonésio. A violência não atingiu os centros turísticos de verão de Lombok.
O governo, que pediu calma entre as facções, culpou provocadores não identificados.
Na capital Jacarta, o presidente Abdurrahman Wahid minimizou rumores de um golpe militar contra sua administração reformista, mas alertou nesta segunda-feira que adotaria "medidas drásticas" contra qualquer desafio.
Em entrevista coletiva, Wahid também negou que reformaria seu Gabinete em meio a especulações de que ele estaria prestes a demitir seu poderoso ministro de Segurança. general Wiranto. Wiranto, como muitos indonésios, utiliza apenas um nome.

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