A madrugada do feriado de Corpus Christi foi muito violenta na capital de São Paulo. De acordo com a polícia, 18 pessoas foram assassinadas, e destas, três morreram em hospitais enquanto 15 nem chegaram a ser socorridas. A maioria dos crimes ocorreu na periferia da cidade. A euforia do jogo do Brasil na Copa do Mundo, o consumo de bebidas alcoólicas e a véspera do feriado são as causas mais prováveis do aumento da violência.
O número registrado foi atípico para um dia de semana, segundo os policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investigam apenas os casos onde a vítima morre no local do assassinato. Durante o plantão noturno, quando geralmente são atendidos uma média de seis casos, foram verificadas 14 ocorrências.
Entre os crimes, foi registrado um duplo homicídio no Jardim Herculando (zona sul). Em um barraco, a polícia encontrou os irmãos Marcelo Martins Santos, 21 anos, e Marcos Martins Santos, de 22, mortos com vários tiros. Não há pistas sobre a causa do crime e nem testemunhas.
Além dos homicídios, também houve um assalto que acabou com dois policiais militares gravemente feridos, um assaltante morto, outro baleado e três presos. Segundo policiais do 92º DP, no Parque Santo Antônio (zona sul), um grupo de seis homens invadiu a empresa de ônibus Viação Transdautro. Dois PMs que faziam ronda foram ao local, mas os assaltantes os receberam a tiros.
Rebelião Cerca de 250 detentos do Pavilhão 2 da Penitenciária 1 de Hortolândia, na região de Campinas (SP), mantiveram ontem cinco funcionários como reféns durante cinco horas. A rebelião, que começou por volta das 8 horas, reivindicava horário de visita aos sábados e domingos.
Os detentos, que encerraram a rebelião após terem seus pedidos atendidos pela direção da instituição, pediam também a revisão da situação de vários detentos que têm o direito ao regime semi-aberto, mas continuam cumprindo a pena em tempo integral.
Os agentes penitenciários foram rendidos durante uma confusão envolvendo grupos rivais. Nem todos os detentos do pavilhão concordavam com a rebelião. O preso Roberto Salles Nascimento Júnior, durante a briga, sofreu três golpes de estilete e teve que passar por uma cirurgia.

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