Violência marca movimento
A paralisação dos caminhoneiros, que começou na segunda-feira passada como movimento pacífico, terminou com cenas de violência em várias regiões do Paraná. No dia 30 de janeiro, o vice-presidente do MBUC no Paraná, Plínio Dias, foi detido pela Polícia Rodoviária Federal depois de tentar impedir um caminhoneiro de voltar para a estrada. No mesmo dia, a polícia militar de Londrina teve que fazer a escolta de caminhões-tanque para garantir a manutenção do abastecimento de combustível no norte do Estado.
Na região Oeste, houve falta de hortifrutis e o produtor agrícola teve dificuldade para escoar a produção. Menos de 50% do total de produtos foi entregue à Ceasa de Foz do Iguaçu na semana passada. Caminhoneiros que tentavam furar a greve tinha suas carretas apedrejadas. Como as empresas transportadoras não apoiaram o Movimento, a Polícia Militar passou a fazer escolta de comboios de caminhões para garantir o transporte das cargas.
No dia 2 de fevereiro o vice-presidente do Sindicato dos Caminhoneiro de Londrina, Wilson Roberto Moro, suspendeu a greve devido à ação da PM. Os grevistas se transferiram para pontos estratégicos das rodovias na região. No mesmo dia, o juiz federal da 1ª vara de Curitiba, Zuudi Sakakihara, concedeu liminar proibindo a interrupção de rodovias no Estado sob pena de pagamento de multa de R$ 5 mil.
A ocorrência mais grave foi registrada na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, na tarde de sexta-feira. Mais de 100 policiais militares entraram em confronto com caminhoneiros grevistas que tentavam impedir a passagem de um comboio de 150 caminhões. Seis pessoas ficaram feridas e 58 caminhoneiros foram detidos. (Emerson Cervi, de Curitiba)





