Violência marca Dia Nacional da Indonésia
Jacarta, 17 (AE-AP) - Pelo menos cinco pessoas morreram na província indonésia de Aceh durante uma manifestação separatista
a sede do movimento pró-independência de Timor Leste foi atingida a balas e estudantes pró-democracia enfrentaram a polícia na capital Jacarta hoje (17), dia do 54º aniversário da independência da Indonésia.
Foram encontrados hoje os corpos de quatro civis no distrito de Jamoaye, em Aceh do Norte, 1.750 quilômetros a noroeste de Jacarta. Todos tiveram a garganta cortada, informou Jacob Hamzah
líder de um grupo local de direitos humanos.
Segundo Hamzah, os homens tinham sido sequestrados ontem pela manhã, na vila de Ulee Gle, por aproximadamente 30 homens armados e vestidos com uniformes militares.
Enquanto isso, em Aceh do Sul, um pistoleiro não identificado matou um soldado a tiros hoje de manhã, informaram testemunhas.
Em Timor Leste, pistoleiros não identificados abriram fogo hoje contra escritórios do grupo a favor da independência da ex-colônia portuguesa. Horas antes, legalistas se agruparam para comemorar o que pode ser o último dia nacional indonésio no território.
Nenhum dano foi registrado nos ataques contra dois edifícios que alojam os escritórios do Conselho Nacional para Resistência Timorense. Milicianos antiindependência foram responsabilizados pelo ataque.
Um dos escritórios foi o local do encontro de domingo que juntou milhares de partidários pró-independência e que deu o pontapé inicial em sua campanha para o referendo do dia 30.
O plebiscito, supervisionado pelas Nações Unidas, dará aos 800.000 timorenses a oportunidade de escolher entre autonomia dentro da Indonésia ou total independência.
Para celebrar o Dia Nacional, o governo indonésio concedeu indulto a centenas de prisioneiros pelo país. Entre eles, está líder guerrilheiro de Timor Leste, José Alexandre "Xanana" Gusmão, que teve sua pena de 20 anos reduzida em cinco meses.
O gesto foi meramente simbólico, pois o governo indonésio já prometeu libertar "Xanana", que cumpre atualmente prisão domiciliar em Jacarta, após o referendo.
Em Jacarta, o Dia da Independência também foi marcado por uma cerimônia militar no palácio presidencial. Ao mesmo tempo, centenas de estudantes bloquearam uma avenida movimentada da capital depois que a polícia impediu sua passagem a caminho do Parlamento. Muitos se deitaram no chão e de recusaram a se dispersar.





