Violência explode mais uma vez em Jacarta
Jacarta, 01 (AE-AP) - Na pior onda de violência desde as eleições parlamentares do mês passado, tropas de choque indonésias deram tiro de advertência e lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar cerca de 1.500 manifestantes que exigiam a desqualificação do partido governante do pleito e o fim da intromissão militar na política do país.
Durante a repressão policial, pelo menos dois manifestantes foram feridos no tórax com balas de borracha e levados mais tarde para um hospital local. Pelo menos 12 pessoas foram detidas depois que a multidão tentou invadir o edifício da Comissão Eleitoral da Indonésia.
Dentro do prédio, no centro de Jacarta, três funcionários foram feridos por pedras e garrafas. Por outro lado, pelo menos 10 manifestantes também ficaram feridos pelos mesmos materiais.
Manchas de sangue e vidro quebrado cobriram o pavimento perto da entrada do edifício.
Os seguidores do Partido Democrático do Povo reivindicam que o Partido Golkar (governante) fraudou as eleições.
As eleições de 7 de junho foram consideradas as mais democráticas da Indonésia em mais de 44 anos. Mas a contagem dos votos ainda não passou da metade, aumentando as preocupações sobre possíveis irregularidades.
"O Golkar deveria ser desqualificado porque eles são trapaceiros e compraram votos", disse Faisol Reza, um dos organizadores do protesto.
O Golkar está em segundo lugar na contagem dos votos, atrás do Partido Democrático Indonésio para Luta, da opositora Megawati Sukarnoputri.
Mas a agremiação de Megawati aparentemente não conseguirá atingir uma maioria absoluta, forçando-a a iniciar um difícil processo para a formação de uma coalizão.





