Violência contra jornalistas cresce 17,5 % em 2016
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Sérgio Rangel<br>Folhapress 
Rio - A violência contra jornalistas cresceu em 2016, de acordo com o relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgado nesta quinta-feira (12), no Rio. Segundo o documento, 161 casos de violência foram registrados no ano passado - crescimento de 17,5 % em comparação com 2015 (137). Em 2014, a entidade contabilizou 129 casos. "O relatório revela que estamos enfrentando uma escalada da violência muito grave contra a nossa categoria. Apesar de todas as intervenções, esperávamos que a violência sofresse uma queda. O que infelizmente não aconteceu", disse a presidente da Fenaj, Maria José Braga.
O levantamento da Fenaj foi feito em parceria com os sindicatos de jornalistas. Assim como em 2015, dois jornalistas foram mortos no País no ano passado, segundo a Fenaj. No dia 17 de agosto, o jornalista Maurício Campos, dono do jornal "O Grito", foi morto por um desconhecido em Santa Luzia, Minas Gerais. O outro assassinato ocorreu em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, no dia 24 de julho. João Miranda do Carmo foi assassinado pelo ex-chefe de segurança da administração municipal, Douglas Ferreira de Morais, e o filho dele, Rooney da Silva Morais. Carmo era responsável pelo site "SAD Sem Censura".
O relatório aponta, no entanto, que houve queda no número de assassinatos de outros profissionais de comunicação, como radialistas e blogueiros - de nove para cinco mortes. "Mesmo assim, precisamos denunciar e chegar aos culpados", acrescentou Maria José.
Agressões físicas compõem o principal tipo de violência sofrido por jornalistas no ano passado, diz o documento, que contabilizou 58 casos - principalmente durante manifestações de rua. Os principais responsáveis pela violência contra jornalistas são policiais (25,47%), manifestantes (18,63%) e políticos ou assessores de políticos (15,53%).


