Violência contra homossexuais começa dentro de casa
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domingo, 26 de agosto de 2012
Redação FolhaWeb 
Melissa e Luany são transexs (como preferem ser chamadas as travestis), moram em Londrina e possuem em comum na própria história o fato de terem conseguido dar uma reviravolta na vida após sofrerem graves episódios de violência. Como a maioria das pessoas que nasce com um sexo biológico diferente do desejo sexual, elas sofreram assédio e violência psicológica dentro da própria família antes de acabarem nas ruas se expondo a situações que poderiam tê-las levado à morte.
As duas representam uma situação que foi constatada por uma pesquisa realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República no ano passado. O levantamento identificou que, de um total de 6.809 denúncias de violações de direitos humanos contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBTs), 61,9% foram cometidas por pessoas conhecidas da vítimas. A informação mais cruel é que 38,2% dos agressores são da própria família.
Essa realidade é observada por Melissa, uma das coordenadoras do grupo Elity Trans, que apoia travestis em Londrina. Segundo ela, a família é uma das culpadas pela exclusão e pela marginalização de travestis e transexuais. ''A repressão familiar é muito grande, principalmente quando começam os sinais de transformação'', avalia.
Leia a reportagem completa de Carolina Avansini, exclusiva para assinantes da FOLHA.
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