Violência aumenta índice de cirurgias plásticas
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Fernanda Aranda<br> Agência Estado 
São Paulo- Todos os dias, 60 pessoas vão parar nas mãos de cirurgiões plásticos para tentar corrigir as marcas da violência. São, em média, 2,5 pessoas atendidas por hora, vítimas de batidas de carro, perfurações por tiro, agressões na rua. Os dados foram divulgados ontem pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) e fazem parte do primeiro levantamento específico sobre o tema. Foram 22 mil procedimentos cirúrgicos do tipo realizados em 2008 apenas para restaurar as sequelas dos chamados ''acidentes urbanos''.
Diferentemente da lipoaspiração ou do implante de silicone, esse tipo de plástica não tem foco na estética e entra no grupo de ''cirurgia reparadora''.
Os números divulgados nesta quinta-feira mostram que, nessa categoria, a violência só perde para os tumores - reconstrução de mama e pele em caso de câncer - que responderam por 74 mil dos 150 mil procedimentos mapeados. Mas ainda que a estatística dos estragos proporcionado pelos atos violentos impressione os médicos (14,6% do total), eles dizem que os índices estão subestimados.
Não entram na conta, por exemplo, as plásticas para reverter as cicatrizes das queimaduras (foram 21 mil em 2008), sendo que uma parcela delas é criminosa.
As brigas e agressões são outras modalidades que por vezes exigem a interferência do bisturi. Em 2008, foram necessárias 12 mil plásticas para sanar as chamadas ocorrências caseiras. Dentre as vítimas que apanham e precisam da cirurgia plástica, muitas são crianças.
Pela primeira vez na história da cirurgia plástica, a lipoaspiração não ficou em primeiro lugar na lista de procedimentos mais realizados. A intervenção nas mamas - implantação da prótese do silicone ou redução do tamanho, ganhou o título de preferida das brasileiras. No total, 91 mil pacientes recorreram ao bisturi para ficar com a cintura mais fina em 2008 contra 151 mil que corrigiram os seios.


