VIOLÊNCIA - ONU vai investigar execuções sumárias da polícia no Brasil
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma estar alarmada com o nível de violência e impunidade no País e investiga as execuções sumárias cometidas pela polícia no Brasil.
O relator para execuções extrajudiciais, Philip Alston, desembarcou no último sábado no País para uma missão de 11 dias pelos Estados de São Paulo,
Rio de Janeiro e Pernambuco e o Distrito Federal. O governo considera a missão como delicada e sabe que a visita pode ser polêmica em termos políticos. Nos últimos meses, a ONU vem enviando pedidos de explicação ao governo brasileiro sobre assassinatos e suspeitas de envolvimento de agentes de segurança pública. Mas nem todas as solicitações são respondidas. Na entidade, os especialistas não escondem a preocupação com o volume de homicídios no País e principalmente com o fato de muitos crimes permanecerem impunes. O relator da ONU, de origem australiana, quer agora avaliar até que ponto o sistema judicial no País é capaz de evitar essas mortes, muitas delas cometidas por agentes de segurança ou por milícias que não são punidas. Alston é conhecido por ser um dos principais especialistas em direitos humanos hoje no sistema da ONU e é professor de direito na Universidade de Nova York. O resultado da investigação será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU nos próximos meses.
Organização das Nações Unidas é uma instituição internacional formada por 192 Estados soberanos. Foi fundada após a 2ª Guerra Mundial para manter a paz e a segurança no mundo, fomentar relações cordiais entre as nações, promover progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos. Os membros são unidos em torno da Carta da ONU, um tratado internacional que enumera os direitos e deveres dos membros da comunidade internacional
Em São Paulo, o relator da ONU pretende investigar denúncias de execuções sumárias relatadas em maio de 2006 após os ataques da quadrilha que age a partir dos presídios paulistas. Ele também vai analisar a violência contra integrantes das forças de segurança mortos nos ataques. Só no Rio de Janeiro 10 organizações relataram supostos excessos da polícia fluminense no Complexo do Alemão em junho deste ano
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