Vinte morrem no 4º dia de ataques
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segunda-feira, 15 de maio de 2006
Das agências 
Das agências
São Paulo- Vinte pessoas morreram ontem, no quarto dia de ataques do crime organizado contra as forças de segurança do Estado de São Paulo, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. Desta vez, em vez de policiais, a maioria das vítimas foi suspeitos de participação nos atentados: 15 mortos em confrontos com a polícia. Além deles, foram mortos dois policiais militares, um policial civil e dois civis.
Com isso, já chegam a 81 o número de vítimas da violência dos ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Se somadas as 13 mortes durante as rebeliões em presídios espalhados pelo Estado, a guerra urbana já matou 94.
Não foram divulgados pela pela SSP-SP os locais onde os suspeitos morreram nem detalhes dos ataques a policiais e civis no quarto dia de pânico, mas foram confirmadas mortes em confrontos com a polícia em cidades da Grande SP (Poá, Guarulhos e Itaquaquecetuba) e em bairros da capital (São Mateus e Parque do Carmo -zona leste).
Os ataques também deixaram 49 feridos, sendo 19 PMs, seis policiais civis, oito guardas municipais, um agente penitenciário e 15 civis. No total, 91 suspeitos foram presos. Desde o início dos ataques, mais de 90 armas foram apreendias.
O movimento começou na sexta, com ataques às forças de segurança já ocorrida no Estado. Os alvos foram policiais civis, militares, guardas municipais e agentes penitenciários.
Ao mesmo tempo, rebeliões simultâneas começaram em penitenciárias, CDPs (Centros de Detenção Provisória) e cadeias. Na manhã desta segunda, 46 unidades permaneciam rebeladas, com 237 reféns. Em Jaboticabal, o delegado Adelson Taroco, 39, foi incendiado por presos rebelados na cadeia. Ele foi internado em estado grave.
Presos de unidades de Mato Grosso do Sul e do Paraná também iniciaram rebeliões no domingo. Entre a noite de anteontem e a manhã de ontem, a violência atingiu também agências bancárias e ônibus. Criminosos atiraram contra ao menos cinco agências e jogaram coquetéis molotov em outras cinco.
Ao menos 68 ônibus foram queimados 44 em São Paulo e os outros na região do ABC, em Osasco e em Campinas. Com medo de novas ações, ao menos dez empresas não tiraram os ônibus da garagem três delas circulam parcialmente e nove terminais foram fechados. A região sul é a mais afetada da cidade.
De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, cerca de 30% dos alunos não compareceram às aulas na zona sul, devido à paralisação dos ônibus.
A série de ataques começou após a transferência de 765 presos para Presidente Venceslau, na quinta-feira, em uma tentativa de evitar a articulação de ações criminosas.
No dia seguinte, oito líderes do PCC foram levados para a sede do Deic, em Santana (zona norte de São Paulo). Entre eles estava o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. No sábado, ele foi levado para a penitenciária de Presidente Bernardes, considerada a mais segura do país.


