São Paulo, 29 (AE) - Um incêndio, provavelmente criminoso, atingiu na tarde de hoje 23 carros no pátio Presidente Wilson do Detran, localizado na Avenida Presidente Wilson, no Sacomã, Zona Sul de São Paulo. Os automóveis ficaram totalmente destruídos, segundo informações da polícia. Por volta das 15h, foram vistos três focos do incêndio. As chamas atingiram aproximadamente dois metros de altura e não levaram mais de cinco minutos para atingir os veículos. Grande parte dos carros foi apreendida por ser roubada, e o dono não foi identificado. Eram usados em furtos ou tráfico de entorpecentes. Somente 10% está ali por infrações de trânsito.
A polícia ainda não sabe o motivo do crime, mas os policiais que fazem a segurança do local já tinham uma suspeita. "Cerca de uma hora antes do fogo começar, cinco garotos passaram por aqui e nos xingaram. Ainda tentamos ir atrás deles, mas foi inútil. Acredito que o incêndio tenha sido uma brincadeira de mau gosto", afirmou o soldado do 3.º Batalhão de Trânsito, Alexandre Cassio Machado.
De acordo com Machado, os cinco garotos são moradores da Favela Heliópolis, localizada a poucos metros do pátio, e muitas vezes passam por ali ofendendo os policiais: "Frequentemente somos xingados por eles sem nenhum motivo. Só que dessa vez eles foram além da ofensa." O caso foi registrado no 95.º Distrito Policial hoje à noite.
Em Guarulhos, um incêndio em uma mata se alastrou e atingiu um caminhão e pelo menos mais um automóvel guardados no pátio do 7.º DP de Guarulhos, no bairro Cidade Seródio, na Grande São Paulo. A mata fica atrás da delegacia.
Desde janeiro, na cidade de Marília, a 450 quilômetros da Capital, já foram registrados incêndios criminosos em 46 veículos. A polícia da região ainda não conseguiu capturar o piromaníaco - que age sem deixar qualquer pista e costuma atear fogo à noite -, mas tem suspeitos e acabou prendendo algumas pessoas.
Em pelo menos outras cinco cidades da região também foram queimados mais 11 automóveis, caminhões e ônibus. A polícia acredita que estes casos foram inspirados nos ocorridos em Marília, mas descarta a possibilidade de a série de atentados ter sido realizada pelo mesmo maníaco ou gangue, pois a forma de agir do autor é diferente. Por isso, os delegados que atenderam às ocorrências negam a possibilidade de relação entre seus autores. A polícia ainda não tem suspeitos dos atentados.

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