Vingança pode explicar assassinato de bicheiro
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terça-feira, 16 de dezembro de 1997
Andréia Maia Agência Estado Rio de Janeiro 
O patrono e presidente de honra da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, o bicheiro Luiz Carlos Batista da Costa, de 40 anos, morreu ontem pela manhã, no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio. Ele foi atingido por 13 tiros quando saía da quadra da escola no sábado à noite, em São Conrado. Segundo testemunhas, um desconhecido desceu de um Fusca vermelho, disparou e fugiu. A Polícia suspeita de que o crime tenha sido por vingança.
O corpo do bicheiro foi velado durante a madrugada na quadra da escola. Dezenas de componentes acompanharam o velório e relembraram antigos sambas-enredo. A família não havia escolhido o cemitério onde Costa será sepultado até o final da tarde de ontem.
Na ponteCosta era filho do contraventor China da Saúde desaparecido, na década de 80, no vão central da Ponte Rio-Niterói. Na época investigações policiais indicavam que o crime teria como mandante o ex-policial Mariel Mariscot, mas a polícia não conseguiu provas para elucidar o crime e provar o envolvimento de Mariscot. Em 1996, o bicheiro ocupou o cargo de suplente do vereador Paulo Viana (PMDB-RJ) na Câmara do Rio.
Um dos diretores da Rocinha, que desfilará no Carnaval de 98 no Grupo I, afirmou que o patrono será homenageado pela escola durante o desfile. Ele era uma pessoa querida dentro da escola, disse Jobson de Assis Salgado. Costa estava animado com os ensaios e acreditava que a escola faria uma bela apresentação.


