São Paulo, 22 (AE) - Três homens encapuzados, com carabinas de calibre 12, invadem um armazém, obrigam os fregueses a sair e executam o comerciante com vários tiros. Assim foi a morte do cearense Francisco de Souza Rodrigues, de 41 anos, na noite de sexta-feira - um dos homicídios ocorridos na capital neste fim de semana.
Não fossem as portas fechadas do bar e o medo dos moradores de falar sobre o caso e, na manhã seguinte, não se saberia que um assassinato ocorreu na Rua dos Maratis, na Vila Guacuri, zona sul de São Paulo.
Circulando durante toda a manhã por diversas ruas da região, a reportagem não encontrou nenhum carro de polícia ou policial a pé. Entre os moradores, silêncio. "Não posso falar nada", disse uma vizinha, apenas confirmando com um sinal de cabeça ter sido despertada com os tiros.
Rodrigues, pai de três filhos, o menor com 4 meses, ficou caído junto do balcão e morreu antes que de ser socorrido. Morando há oito anos na região, Rodrigues era popular, de boa conversa - isso pode ter custado sua vida.
Investigadores do 98.º Distrito Policial ouviram de moradores que o comerciante pode ter sido morto por delatar um criminoso. A polícia descarta um latrocínio. Perueiro - Nem a polícia, nem vizinhos do perueiro Arlindo da Silva Máximo, de 37 anos, entendem por que ele foi morto na noite de sexta-feira. O crime ocorreu em seu apartamento, em Cidade Tiradentes, na zona leste, enquanto sua mulher, Cláudia Helena Martins Penna, de 18, saiu para telefonar. Ela estava na calçada perto do orelhão quando ouviu os tiros. Ao voltar, encontrou Máximo morto na sala. Ninguém sabe quantos homens participaram do assassinato. Para a polícia, Máximo foi morto por vingança. (Colaborou Cláudia Fontoura)

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