Curitiba, 04 (AE) - O governador do Acre, Jorge Viana (PT), tomou a iniciativa de abrir o debate em torno da guerra fiscal, durante a 5ª Conferência Nacional de governadores. Ele fez o apelo para que se aproveite a "qualidade e o consenso" que já se verifica entre os governadores em relação a temas de relevância nacional para que se discuta a guerra fiscal. Ponderou, no entanto, ser necessário cuidado na discussão do tema, já que se trata de "um assunto inflamável".
"O tema acaba se prestando a interpretações mais sensacionalistas, criando uma guerra entre os governadores", disse. O governador da Paraíba, José Maranhão (PMDB), disse que compete ao governo federal criar uma política nacional de desenvolvimento que considere as desigualdades regionais, e "só isso põe fim a guerra fiscal".
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), concorda. "Os consumidores perdem, os Estados perdem. O que se comprova com isso é a transferênca de emprego", disse. O governador lembrou que São Paulo é o estado que enfrenta a maior concentração nacional de pobreza e, portanto, penalizado com a perda de empregos. O texto da reforma tributária não foi discutido até o momento pelos governadores, que, no entanto, consideram que a discussão no Congresso já configura "um grande avanço".

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