São Paulo - A empresária Vilma Martins Costa foi condenada ontem a quatro anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, no processo que investiga o desaparecimento de Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva de uma maternidade em Goiânia, em fevereiro de 1979. A jovem foi criada como Roberta Jamilly Martins Costa.
O juiz da 9 Vara Criminal de Goiânia, Marcelo Fleury Curado Dias, condenou Vilma Costa com base no artigo 242 do Código Penal, pelo crime de registro de filho alheio como próprio. A empresária não foi julgada pelo delito de subtração de incapaz por conta de uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás, que trancou a ação penal. Vilma Costa está detida na Casa de Prisão Provisória desde maio deste ano, quando teve a prisão preventiva decretada.
Ela já havia sido condenada a oito anos e oito meses de prisão no dia 25 de agosto, por ter levado Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, ainda bebê, da maternidade brasiliense Santa Lúcia, em janeiro de 1986. O garoto foi registrado como Osvaldo Martins Borges Júnior.
A advogada da empresária, Rosângela Magalhães, entrou com um recurso contra a primeira sentença há cerca de um mês, mas o pedido ainda não foi julgado. ''Ainda não fui notificada oficialmente sobre a segunda condenação. O que posso dizer por enquanto é que certamente faremos a apelação para tentar reverter a sentença'', afirmou Magalhães.
De acordo com a advogada, a empresária continuará presa provisoriamente enquanto as ações não forem julgadas em última instância. Vilma Costa responde ainda a outros dois processos, um por estelionato e outro por falsificação de documentos.

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