Goiânia- A falsificação da assinatura dos próprios filhos em procurações para receber seguros levou a sequestradora Vilma Martins a ser condenada a seis anos e sete meses em regime fechado. Foi a terceira condenação de Vilma, que cumpre na Casa de Prisão Provisória de Goiânia.
Em agosto, Vilma foi condenada a oito anos e oito meses pelo pelo sequestro de Pedro Braule Pinto, o Pedrinho, e no início de outubro a quatro anos e seis meses por ter registrado como filha a menina Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, que desapareceu da Maternidade Maio, em 1979, em Goiânia. Aparecida Fernanda foi registrada por Vilma Martins como Roberta Jamilly.
A terceira sentença condenando Vilma foi anunciada pelo juiz Marcelo Fleury Curado. Diante de denúncia apresentada pelo Ministério Público, o juiz condenou também Dynamar Jane da Silva Garcia, Victor Rotoli e Cleonice dos Santos Oliveira. Os três foram condenados como comparsas de Vilma na fraude.
Seguindo o juiz, ficou provado que, em dezembro de 2002, Vilma foi encaminhada aos falsários por intermédio de Cleonice. Vilma encomendou de Victor Rotoli e Diná Maria da Silva a falsificação de duas procurações públicas em nome de Osvaldo Martins Borges Filho - nome dado por Vilma a Pedrinho - e Roberta Jamilly Martins Borges.
De posse dos documentos, que lhe davam plenos poderes sobre os sequestrados, Vilma usou as procurações falsas para receber um seguro de vida deixado por Osvaldo Martins - o homem que achava ser o pai de Pedrinho - em favor do rapaz. Vilma também usou as procurações para abrir contas bancárias em nome dos outorgantes.

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