Campo Grande - A pedido da Justiça de Brasília, a juíza da Vara de Precatórias de Goiânia, Lília de Araújo, interrogou ontem Vilma Martins Costa, 47, mãe de criação de Osvaldo Borges Jr., 16 (chamado pelos pais biológicos de Pedrinho). Ela é acusada de ter sequestrado o garoto de uma maternidade em Brasília, em 86, e falsificado seu registro de nascimento. Vilma voltou a negar as acusações.

A audiência estava marcada para hoje, mas foi antecipada a pedido de Vilma para evitar o assédio da imprensa. No depoimento, ela contou pela primeira vez em detalhes a sua versão. Desde que o exame de DNA confirmou que Pedrinho não era seu filho biológico, no mês passado, Vilma sustenta que o bebê foi entregue a seu marido, Osvaldo Borges, por uma gari. Borges morreu em outubro deste ano.


Vilma conta que Borges, com quem começou a se relacionar em 80, desejava ter um filho e que ficou ''desesperado'' depois que ela sofreu o quarto aborto desde que estavam juntos.

Segundo ela, Borges a orientou a ''manter as aparências dizendo que continuava grávida'' e pediu que ela fosse para a casa de sua mãe, em Itaguari (GO). Vilma afirma que viajou no dia 25 de janeiro de 1986 - quatro dias depois do sequestro de Pedrinho. No dia 28 daquele mês, Osvaldo teria ligado e dito para ela voltar porque ''o bebê estava chegando''.

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