Brasília, 10 (AE) - O senador Maguito Vilela (PMDB-GO), ex-governador do Estado, citado como um dos beneficiários dos R$5 milhões desviados da extinta Caixa Econômica de Goiás (Caixego), dirá amanhã (11), em pronunciamento no plenário, que ele e o grupo político dele estão sendo vítimas de perseguição do Judiciário goiano. "Tenho provas de que não tenho nada com isso", afirmou. "Nem eu nem o Íris (Íris Rezende, senador pelo PMDB de Goiás." Vilela explicou que se ausentou de Brasília para acompanhar o tratamento de saúde do pai e da mãe.
Segundo o senador, os pais dele ficaram doentes por causa da publicação do nome nas denúncias. "Lá em Goiás, está tendo hipocricia, politicagem e sensacionalismo", afirmou. A denúncia contra Vilela e Rezende - que governou o Estado duas vezes - foi tratada no Senado a portas fechadas, na reunião do presidente nacional e líder do PMDB, Jáder Barbalho (PA), com Vilela , o senador Mauro Miranda (GO) e deputados da bancada. Rezende anunciou que falaria do assunto em plenário ontem (09), mas ele nem mesmo compareceu ao Senado.
O assessor de Imprensa dele, Carlos Alberto Santa Cruz, informou que Rezende só retornará à Casa na terça-feira (16) e que, até lá, pretende dar assistência ao irmão Otoniel Machado, ex-senador e suplente pelo PMDB de Goiás, que está em liberdade graças a um habeas-corpus. O senador justificou a ausência no Senado com um pedido de licença "para tratar de assuntos particulares". Para Vilela, houve erro na divulgação da acusação, antes de ela ter sido apurada. A informação passada por ele e pelos colegas dele a Barbalho é que estão sendo alvo da vingança de um procurador cujo pai teve uma casa desapropriada por Rezende, quando era prefeito de Goiânia.
Machado substituiu Rezende no Senado período em que ele ocupou o Ministério da Justiça. A passagem dele pelo mandato foi inexpressiva. Tal como o irmão, ele apoiou todas as matérias de interesse do governo e, em nenhum momento, se opôs às determinações do Palácio do Planalto.

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