Com o objetivo de fazer com que os londrinenses conhecessem as diversas atividades desenvolvidas nas oito vilas culturais da cidade, o Projeto Encantação, patrocinado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), realizou ontem na Usina Cultural o Festival das Vilas Culturais de Londrina. Durante o evento, a população pôde conferir, gratuitamente, apresentações de dança, circo, música, teatro, cinema e literatura relacionados às atividades das vilas.
"As pessoas têm pouco contato com as vilas de modo geral. Uma das ideias do festival é dar visibilidade ao trabalho que elas desenvolvem", comenta o coordenador do Projeto Encantação, de formação de produtores culturais na cidade, Kennedy Piau. "A concepção da vila é de trabalhar com o entorno. As pessoas podem participar usufruindo das atividades que estes locais promovem." As vilas culturais também abrigam coletivos de artistas que precisam de espaço para o seu processo de produção, acrescenta o coordenador.
As atividades destes espaços rendem bons frutos. Exemplos são dos participantes do projeto A Rua Dança a Cidade, de dança de rua, que se apresentou ontem no festival. Os participantes do projeto se reúnem em três vilas culturais da cidade – a Flapt, a Triolé e a Usina Cultura.
Segundo Edio Egon, professor do projeto, muitos começaram ainda crianças no projeto. "A importância destes projetos e das vilas culturais é oportunizar para crianças, jovens, adolescentes e idosos oportunidades reais de conviver com a arte e, ao mesmo tempo, estar com artistas que já têm isso como profissão." Egon conta que era difícil encontrar espaços para ensaiar e dançar. "Eu mesmo comecei dançando na praça, depois conseguir ir para um centro comunitário e hoje me aproveito das vilas culturais."

Vilas culturais envolvem comunidade
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Guilherme Silva hoje cursa Educação Física e dá aulas de zumba fitness e de treinamento funcional, mas começou ainda adolescente no grupo de dança de rua. "A gente aprendeu muito, viu que o mundo não era só o que a gente via. (O projeto) Abriu nossos horizontes, nos ensinou a ter foco, ver que se a gente não correr atrás, não vai a lugar nenhum."
Sediada na Vila Brasil, a Alma Brasil é mais uma vila que oportuniza o contato da comunidade com a cultura. Diversas atividades são desenvolvidas lá, como uma rádio web, maracatu, teatro, artesanato, circo, etc. "É um espaço que agrega vários coletivos", explica Danilo Lagoeiro, membro do Teatro de Garagem.
Ele conta que a comunidade do entorno participa ativamente das atividades da vila cultural, e dá como exemplo o caso de Sirlene Matias, que começou como aluna de capoeira e hoje dá aulas de culinária no espaço. "Fiz seis anos de capoeira e comecei a participar dando aulas de culinária de produtos integrais", diz Sirlene. "Foi um super empurrão. A vila me fez aprender mais sobre cultura e me faz sair de casa para montar meu próprio negócio". Hoje, além de dar aulas de culinária, Sirlene também vende seus quitutes nos eventos que acontecem nas vilas culturais da cidade.

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