Vila quer melhoria de serviços públicos
Marcos Zanatta
De Maringá
Moradores da Vila Operária, a mais antiga de Maringá, fazem campanha para recuperar centro esportivo e mudar posto de saúde
A Vila Operária, bairro mais central e mais antigo de Maringá, está iniciando uma campanha para mudar os serviços públicos oferecido pela prefeitura. A principal reclamação dos moradores, boa parte pioneiros, é a distância do posto de saúde. Os moradores querem ainda a reforma do centro esportivo.
Nós moramos aqui antes de Maringá ser cidade e temos o pior posto de saúde de todos os bairros, afirma o comerciante João Alves dos Santos. Ele diz que quando precisa ir ao posto para consulta ou buscar medicamentos tem que parar a cada 20 metros para descansar. Tenho asma e não consigo subir aquela rampa sem parar, diz.
O posto de saúde da Vila Operária fica no final do bairro, em uma rua com muitas chácaras. Para Santos, o certo seria o posto ficar próximo ao centro esportivo, no meio do bairro. Às vezes a gente vai na Secretaria de Saúde porque é complicado chegar no postinho do bairro, conta.
Para ir até o posto é preciso pegar um coletivo que passa pela Avenida Perimetral. Para descer até o posto são mais cinco quadras a pé, compara. Quando não tem outra saída, o comerciante apela para a Santa Casa, que fica no bairro. Melhor pagar uma consulta que morrer no caminho, exagera.
Para a dona de casa Sandra Marques Domingues, que mora próximo ao centro esportivo, o problema é o tempo necessário para se chegar até o posto de saúde do bairro. Muitas vezes prefiro ir ao posto da Vila Nova, que é mais longe, mas consigo chegar de ônibus em menos tempo.
Além de um posto de saúde próximo ao centro do bairro, a dona de casa cobra também uma manutenção melhor do centro esportivo. O pessoal reclama que existe muito abandono. Eu não sei porque não frequento, mas vejo por fora que falta manutenção.
Os moradores querem também que a quadra do bairro receba cobertura. No inverno, apesar da quadra ser iluminada, ninguém frequenta, conta o estudante Daniel Martins. A quadra serve apenas para futebol de salão. Fizeram tabelas de basquete e suporte para a rede de vôlei, mas ficou por isso mesmo, diz.
Martins acha que a prefeitura tinha também que reforçar o alambrado, que está cheio de buracos e facilita a invasão de pessoas interessadas apenas em depredar o local.
A Secretaria de Esportes tem um projeto para reformar os centros esportivos, mas depende do repasse de verbas federais. Na Secretaria de Saúde, a intenção é apenas reformar o posto da Vila Operária.
O secretário da Saúde, Ivan Murad, garantiu que se os moradores fizerem um pedido formal para mudar o posto, a proposta será analisada. O problema é que precisamos de terreno próprio, o que é difícil no bairro, que está habitado é valorizado, justifica.
Murad diz que pretende reformar o atual posto para melhorar o atendimento e concorda que o local é longe para os moradores mais próximos do centro. Mas a localização foi definida há muitos anos, ressalta.





