Ao contrário da quinta-feira, quando a violência determinou o fechamento de cinco escolas municipais na região do Complexo do Alemão, a Vila Cruzeiro teve hoje um dia mais tranquilo. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação, apenas três unidades escolares não funcionaram (Odilon de Andrade, Luiz César Sayão Garcez e Maestro Francisco Mignone) por absoluta falta de alunos, que não compareceram em função do medo imposto pelos bandidos.
O comandante do 16º BPM, coronel Ronaldo Menezes, afirmou que o policiamento ostensivo continua em toda área da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão. Segundo o coronel, além das quatro viaturas que ficam circulando durante todo o dia, incursões de homens a pé, foram feitas nas favelas. O efetivo utilizado é de um total de 65 policiais, 25 dos quais do Grupamento Especial Tático-Móvel (Getam), que estão posicionados na Praça São Lucas, local estratégico de entrada dos morros. Ele afirmou que o batalhão não recebeu qualquer pedido de intensificação de policiamento próximo às escolas. Mas que as rondas estão sendo feitas.
‘‘É importante frisar que estamos fazendo um trabalho de inteligência, utilizando nosso serviço reservado. Os resultados têm sido bastante positivos’’, disse o coronel Menezes. Ele lembrou que foram os poucos homens do 16º BPM que prenderam, na quinta-feira, Marcos Aurélio Rodrigues da Silva, o Marquinho AK, de 21 anos, e integrante da quadrilha de Elias Maluco. O bandido é um dos persornagens que aparece na reportagem de Tim Lopes, chamada o ‘‘feirão das drogas’’, feita no Complexo do Alemão.

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