Vigília mobiliza comunidades
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quinta-feira, 20 de maio de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Cerca de 4,5 mil comunidades em 93 países participam hoje da Vigília Internacional da Aids, que tem como tema ''Transformando Recordações em Ações''. Em Curitiba, a vigília será no Solar do Barão, às 16 horas. Deve enfocar o trabalho de prevenção e tratamento de portadores do HIV nos últimos 20 anos.
Um vídeo será exibido mostrando a história de Albertina Volpato, que morreu de Aids em 1995, aos 41 anos e se tornou símbolo da luta contra o preconceito e de aos portadores da doença na cidade. Albertina chegou em Curitiba com 23 anos e passou a trabalhar com deficientes auditivos. Ela se casou em 1988 e perdeu o marido um ano e nove meses depois do casamento. Ele morreu de Aids. Quando descobriu que também era soropositiva, começou sua luta pela prevenção da doença. Fez palestras no Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte e várias cidades do Paraná e Santa Catarina.
''Foi um gesto de coragem e pioneirismo, porque na época eram raríssimos os casos entre mulheres e dificilmente um soropositivo assumia a doença'', avalia a coordenadora municipal de DST/Aids, Mariana Thomaz. Albertina foi a pioneira em abrir grupos de combate a Aids, mas hoje em Curitiba existem 25 entidades parceiras nos programas da Prefeitura.


