As 12 horas de vigília feita pela dona de casa Sônia Caldeirão Janz na frente do prédio da Cooperativa do Trabalho Médico em Lodrina (Unimed) para conseguiu o tratamento do filho, que tem câncer, deram resultado. Conforme a Folha noticiou ontem, o adolescente de 14 anos é usuário do plano de saúde há dois anos, mas a cooperativa não queria cobrir os custos da quimioterapia indicada pelo médico, sob a alegação de se tratar de um tipo raro de câncer cujo tratamento ainda não é reconhecido pelos especialistas.
Segundo um dos médicos do garoto, Mário Liberatti, como o problema é raro os tratamentos ainda são experimentais. A falta de resultados conclusivos sobre o procedimento, segundo informou a assessoria da Unimed, embasou a negativa para a cobertura dos custos da quimioterapia.
Revoltada com a situação, a dona de casa que mora na Zona Norte de Londrina decidiu permanecer na frente do prédio até que uma solução fosse tomada. Ontem à tarde após uma reunião foi anunciada a solução para o impasse. Os médicos do garoto e a direção da Unimed conseguiram garantir a realização do tratamento em São Paulo. O menino será internado na Escola Paulista de Medicina ou no Hospital de Clínicas locais onde o tipo de quimioterapia que ele precisa está em experimentação.
Segundo o presidente da Unimed, Carlos Augusto Marques da Costa Branco, as despesas de hospedagem e do transporte do garoto e da mãe serão pagos pela cooperativa. O tratamento será bancado pela instituição onde ele for internado.
Na tarde de ontem a mãe do garoto comemorava a vitória. ''Tive que lutar pela chance de buscar uma solução para a doença do meu filho. Agora vem a verdadeira luta: pela vida'', disse à Folha.

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