Vigilantes vão negociar reajuste na DRT
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Ficou para segunda-feira uma nova tentativa de acordo entre funcionários do transporte de valores, que estão em greve desde o último dia 10, e empresários do setor. A negociação será na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), com a presença de representantes dos sindicatos de todo o Estado, do Sindicato das Empresas de Transporte de Valores (Sindivalores).
De acordo com o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, ontem, 16 carros-forte circularam pela Capital para atender a demanda de bancos e do comércio. A 4 Vara do Trabalho de Curitiba determinou, na última quinta-feira, que cada uma das quatro empresas da Capital colocassem cinco veículos nas ruas, mas duas delas não teriam conseguido efetivo de trabalhadores para atender a determinação. Uma das empresas precisou, inclusive, trazer funcionários de São Paulo.
Policiais militares acompanharam a movimentação dos carros-forte para reforçar a segurança. Em períodos normais, cerca de R$ 200 milhões por dia são transportados em Curitiba, segundo o Sindicato dos Vigilantes.
O impasse entre trabalhadores e empresários gira em torno do índice de reajuste salarial. Os empregados querem 10% somando a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o aumento real de 4%. Também reivindicam aumento de 20% para 30% no adicional de risco de vida e reajuste do vale-alimentação de R$ 9,00 para R$ 12,00, além do fim do regime de compensação de horas. Os empresários oferecem a reposição do INPC e abono de 20% do piso salarial de cada função (vigilantes, motoristas e chefes de equipe).


