Vigilante noturno era 'raposa no galinheiro'
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quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Centenário do Sul- O ditado popular ''raposa tomando conta do galinheiro'' se encaixou perfeitamente em um flagrante de furto realizado na madrugada de ontem por equipes das polícias Militar e Civil de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina). Segundo o delegado Elisandro de Souza Correia, o responsável por uma empresa de segurança que vendia serviços de vigilância patrimonial no município e mais três comparsas estariam praticando furtos na cidade e foram flagrados com mercadorias furtadas de um bar da cidade. Na delegacia, o vigilante negou participação no crime.
De acordo com o delegado, o responsável pela empresa de vigilância, Edilson Alves de Oliveira, 41 anos, vinha sendo apontado por vítimas de furtos recentes como suspeito de estar envolvido nos crimes. Na madrugada de ontem, policiais militares o encontraram parado próximo a um bar e suspeitaram da atitude. Os policiais o detiveram e, no início da manhã, o dono do estabelecimento procurou a polícia para dar queixa de furto.
Na casa do suspeito preso, a Polícia encontrou um revólver calibre 32 municiado e recuperou oito caixas de bebidas alcoólicas, quatro caixas de refrigerante e mais quatro pacotes de cigarros. Também foram apreendidos um aparelho de fax, uma serra elétrica tico-tico e uma furadeira.
Oliveira não conseguiu comprovar a origem dos equipamentos mas, mesmo assim, negou que tivesse envolvimento com os furtos. Três jovens de 18 anos foram detidos por suspeita de envolvimento nos crimes e outros três homens - sendo dois vigilantes da empresa - estão sendo procurados pela Polícia.
O delegado explicou que Oliveira vendia serviços de vigilância noturna na cidade havia cerca de um ano. Ele cobraria R$ 20,00 de imóveis residenciais e entre R$ 30,00 e R$ 40,00 de estabelecimentos comerciais. Mesmo sendo pago para cuidar do patrimônio alheio, continuou Correia, o vigilante passava informações para os comparsas presos praticarem os furtos. Oliveira foi autuado por furto qualificado e posse ilegal de arma de fogo.


