Vigilante é investigado por crime contra empresário
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Diego Ribeiro<BR> Equipe da Folha 
Curitiba- A Polícia Civil de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, investiga a possibilidade de um vigilante da empresa de segurança privada Centronic estar envolvido em um assalto contra o proprietário de um posto de gasolina na região. O crime ocorreu na sexta-feira à tarde na saída da agência bancária do HSBC. O valor levado não foi divulgado. A informação da polícia é que havia apenas documentos no malote, mas o delegado local, Hertel Rehbein, aguardava ainda a vítima para depor.
De acordo com a polícia, o vigilante fazia a segurança particular da vítima. O empresário já havia sido vítima de outros dois roubos em que foram levados uma quantia alta em dinheiro. Após esses crimes, a vítima teria solicitado a mudança de vigilante.
Segundo o delegado, ao ter mencionado à Polícia Militar (PM) sobre a possibilidade do vigilante estar envolvido, os policiais foram até casa dele, onde prenderam a esposa do rapaz por posse de munição restrita. Havia cartuchos de arma de uso policial na residência. No local, segundo a polícia, também foi encontrado um veículo Golf preto, que pode ter sido o mesmo carro usado na fuga pelos assaltantes. O veículo está apreendido na delegacia.
Rehbein esperava, ontem, a apresentação do vigilante para interrogatório. Até o final da tarde, ele não havia ido à delegacia. O delegado é ainda cauteloso em afirmar a participação efetiva do vigilante, mas não descarta a possibilidade. Ainda não há provas de que ele esteja envolvido.
A advogada Célia Mazagardi disse que seu cliente ainda mantém o vínculo contratual com a Centronic. Caso seja provado o envolvimento do vigilante, o empresário deve romper o contrato. A advogada preferiu não informar detalhes do caso enquanto o vigilante não se apresentar.
O gerente da Centronic, Paulo Camargo, disse que, como não há provas contra seu funcionário, a empresa não se pronunciará por enquanto.
Em 2007, três seguranças da Centronic foram envolvidos na morte do estudante Bruno Stroebel Coelho, filho do jornalista Vinicius Coelho. A empresa quase foi fechada ano passado, mas ao recorrer, teve a pena transformada em multa.


