São Paulo, 21 (AE) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai acompanhar os preços de medicamentos no País, informou hoje o Ministro da Saúde, José Serra. A decisão foi tomada, de acordo com o ministro, após o governo perceber que alguns laboratórios aumentaram os preços de remédios sem justificativa econômica.
"Mesmo os produtos farmacêuticos cujos custos não foram afetados pela taxa de câmbio sofreram aumento", acusou o ministro. A agência ainda está estudando como será feita a verificação de preços. "O governo precisa acompanhar o mercado", disse. "Hoje, não há nenhum controle."
Recursos - O corte de 20% nas verbas destinadas ao atendimento ambulatorial do Estado não terá uma solução imediata. De acordo com o secretário estadual da Saúde de São Paulo, José da Silva Guedes, os repasses ao Estado não estão sendo suficientes para atender à demanda, que cresceu por causa do desemprego. "Os funcionários que tinham planos de saúde empresariais perderam esse benefício com o emprego", disse Serra.
O ministro disse que a retomada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não ajudará o ministério. O tributo, que hoje está fixado em 0,38%, voltou a ser cobrado. Do total da arrecadação da CPMF, 0,20% será destinado à saúde. O restante deverá ir para a área social, de acordo com o ministro. A CPMF não trará mais verbas para a saúde
pois, mesmo antes da retomada da sua cobrança, o ministério recebia do governo verba correspondente ao que deveria ser repassado pela volta do tributo.

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