São Paulo, 08 (AE) - A Vigilância Sanitária interditou, no fim da tarde de hoje, a farmácia privativa do Hospital de Clínicas Jardim Helena, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, por descontrole do estoque de medicamentos psicotrópicos, remédios "tarja preta" que têm venda controlada. Em razão da interdição da farmácia, o hospital terá de restringir as internações.
Em 1996, o hospital teve quatro setores interditados por falta de estrutura e procedimentos inadequados. Três foram reabertos por uma medida cautelar do Tribunal de Justiça do Estado. O centro de esterilização de materiais permaneceu fechado, mas os técnicos verificaram que o lacre da porta foi rompido para que a sala fosse reformada.
Ao meio-dia, a equipe da Vigilância Sanitária foi impedida de entrar no hospital pelos funcionários da portaria. Mais tarde, o advogado da clínica, Jango Antônio de Oliveira, disse que não havia ordem anterior para que se impedisse a entrada dos fiscais.
O proprietário do hospital, José Krauthamer, não estava na clínica. Para Oliveira, as ações da Vigilância contra a clínica são motivadas por desentendimentos entre o diretor-regional, Ocimar Anzzolin, e Krauthamer.
O diretor da Vigilância Sanitária na capital, Waldemar Azevedo
disse que o rigor com que atuou foi em consequência da proibição da entrada da equipe pela manhã. Os técnicos voltarão ao hospital para vistoria das instalações e uma auditoria da farmácia.

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