Vigilância Sanitária fecha farmácia na favela da Rocinha
A Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro interditou ontem a Drogaria Cláudia, que funcionava na favela da Rocinha, em São Conrado (zona sul da cidade), por venda de remédios falsos.
O dono da farmácia, José Antônio Correa, havia sido preso em flagrante quinta-feira à noite. Ele foi indiciado por falsificação de medicamentos e tráfico de entorpecentes (por causa da venda irregular de remédios psicotrópicos).
Correa foi preso em sua casa, no mesmo bairro, onde armazenava cerca de 5.000 medicamentos (a maioria de amostras grátis). No local, foram encontrados também frascos e caixas vazias de remédios, além de rótulos falsos, feitos em computador.
O depósito foi descoberto por policiais militares, por meio de uma denúncia anônima. A polícia suspeita que Correa faça parte de uma quadrilha de falsificadores.
Na farmácia, os fiscais encontraram remédios com data de validade vencida, alguns com prazo até 1996, e outros com venda proibida para o comércio. De acordo com o delegado Pedro Paulo Pinto, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública, no local não existiam condições mínimas de acondicionamento e de higiene. Remédios como a Nistatina (lote 099453) e o Keflex (lote 243301K) tiveram as embalagens adulteradas. A recomendação de venda proibida foi apagada com esmalte, e por cima foi colocado o preço. De acordo com o delegado, Correa é dono de mais duas farmácias na favela, ambas sem licença.Fábio Motta/AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Crime hediondoPoliciais recolhem medicamentos na Drogaria Cláudia, de José Antônio Correia, na Favela da RocinhaAgência Folha





