Curitiba - O chefe da Vigilância Sanitária da 8 Regional de Saúde, Benvenuto Juliano Gazzi, reforçou que o fato de os hospitais não terem licença sanitária não significa que estejam oferecendo risco à vida dos pacientes. Segundo ele, quando é constatada irregularidade que possa comprometer o atendimento, a ala determinada é interditada, como aconteceu com o centro cirúrgico de um hospital que não tinha gerador de energia de emergência, ou de outro, que não dispunha de monitor cardíaco.
Gazzi preferiu não revelar quais hospitais estão com pendências para liberação da licença sanitária. Informou que as instituições que já atenderam os requisitos da Resolução 321/2004, para funcionar sem restrições. São elas: a Fundação Hospital da Fronteira, em Pranchita, o Hospital de Olhos e a Clínica Pró Vida, de Dois Vizinhos, aberta este ano, já dentro das exigências da legislação.
De acordo com Gazzi, dos 21 hospitais em funcionamento na área de atuação da 8 Regional, a Vigilância Sanitária faz a inspeção rotineira em 18 deles. Os três restantes estão em Francisco Beltrão, onde a gestão da saúde é de responsabilidade do município. Dos 15 estabelecimentos ainda com pendências, sete estão próximos de obter as licenças. ''Dos 27 municípios da 8 Regional só dois têm população acima de 20 mil habitantes. Em muitos hospitais, a única fonte de receita é o SUS, o que dificulta ter recursos para as reformas exigidas'', ponderou Gazzi. A expectativa é que até o final do ano todos estejam regularizados.
O promotor Eduardo Alfredo de Melo Simões Monteiro, de Francisco Beltrão, disse que o Ministério Público acompanha a inspeção da vigilância sanitária nas unidades mantidas pela prefeitura e cobra adequações de ordem física e nos procedimentos de rotina.(A.L.)

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