A Vigilância Sanitária autorizou ontem o laboratório Schering do Brasil a voltar a comercializar todos os seus produtos, com exceção da pílula anticoncepcional Microvlar. Para voltar ao mercado, a pílula terá a antiga cartela verde substituída por uma azul. A embalagem também terá a cor azul, para mostrar ao consumidor que aquele medicamento foi produzido depois da autorização.
Amanhã, o laboratório irá apresentar balanço do recolhimento de cerca de um milhão de cartelas de Microvlar produzidas antes da interdição e um plano para a destruição delas. Uma vez aprovado o balanço, a empresa estará liberada para voltar a comercializar o Microvlar. Segundo Marta Nóbrega, secretária nacional da Vigilância Sanitária, a previsão da Schering do Brasil é que em dez dias o Microvlar estará de volta ao mercado. Segundo Marta o recolhimento de grande porte do Microvlar já acabou, mas ela reconhece que há a possibilidade de algumas farmácias ainda terem a pílula.
Desde 23 de junho a comercialização de todos os produtos da empresa estava interditada, após inspeção da Vigilância Sanitária que apontou problemas no processo de descarte dos medicamentos que estavam fora de especificação. Em decorrência desses problemas, pílulas anticoncepcionais sem o princípio ativo foram roubadas e acabaram parando nas prateleiras das farmácias.
A Vigilância divulgou ontem uma lista com 32 empresas distribuidoras de medicamentos e farmácias suspeitas de estarem envolvidas na distribuição de remédios falsificados. ‘‘São empresas sob suspeita, elas estão sendo avaliadas pela Polícia Federal’’, disse Marta.
As empresas são as seguintes: Ação Distribuidora de Medicamentos Ltda (MG), Disbracon Distribuidora Brasileira (RJ), Laborbrás (SP), Med Sul Comercial Ltda (SP), Minister Distribuidora de Produtos Farmacêuticos (SP), Sulfarma (RS), Master Farma Comércio de Produtos Farmacêuticos (RS), LSA Comércio e Representações (SP), Distribuidora Canãa (SP), Mercofarma Ltda (RS), Elofarma (RS), Tiaraju (RS), Dispromed (RS), Portomed (RS), Navegantes (RS), Enfel (RS), Tecnolab (RS), Sulmed (RS), Simbolus (SP), Santa Cruz (RS), MPSA Produtos Médicos Hospitalares Ltda (RJ), Pró-Saúde (SC), Biomed (SC), Gilleus (SC), Drisul (SC), Santana (SC), Eco-Hospital (SC), Difremel (SC), Distribuidora da Medicamentos Abifarma (PR), Drogaria Casa Grande (RS), Coprofar Paraná Comércio do Produtos Farmacêuticos Ltda (PR), Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz Ltda (PR).Arquivo FolhaA pílulaO Microvlar é o único produto ainda vetado, mas voltará ao mercado com a cartela verde substituída por uma azulAgência Folha

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