Londrina – A Vigilância Sanitária intensificou a fiscalização nas farmácias de Londrina após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender na quarta-feira a fabricação, venda e o uso dos antibióticos genéricos amoxicilina+ clavulanato de potássio 50 mg/ml+12 mg/ml pó para suspensão oral e o rifamicina 10 mg/ml solução tópica spray, produzidos pela EMS S/A, a maior fabricante de medicamentos em faturamento do País.
Na quarta e ontem, 25 estabelecimentos foram visitados pelos agentes, porém não foram encontrados volumes dos medicamentos proibidos. Segundo o gerente da Vigilância em Londrina, Rogério Lampe, até terça-feira as 180 farmácias do município serão inspecionadas.
"Caso sejam localizadas unidades dos antibióticos, elas serão recolhidas imediatamente e devolvidas para o laboratório responsável pela fabricação. Temos orientado também os comerciantes sobre a proibição da venda destes remédios. Se algum estabelecimento revender os produtos suspensos, estará sujeito a advertência e multa de até R$ 20 mil", revelou Lampe.
De acordo com a Anvisa, está proibida a distribuição, comercialização e o uso de todos os lotes da amoxicilina fabricados a partir de fevereiro de 2013. A medida determina ainda que a fabricação seja interrompida e todos os estoques sejam recolhidos. O medicamento é bastante indicado no País para infecções do aparelho respiratório.
Em nota, a Anvisa explicou que a decisão ocorre por "descumprimento das normas sanitárias". Segundo o órgão, o medicamento estava sendo fabricado com excipiente (substância que dá características como volume, forma e consistência) diferente do que foi aprovado pela agência reguladora.
Também foi constatado o uso de um insumo farmacêutico que estava sendo sintetizado de forma diferente do que consta no registro dos produtos. Essas mudanças, de acordo com a Anvisa, podem levar a alterações no resultado final do produto. Em relação ao rifamicina, utilizada para o tratamento de ferimentos, feridas e queimaduras, foi constatado que o laboratório aumentou o tamanho do lote em 10 vezes sem que houvesse aprovação prévia.

Inspeção
As medidas são resultado de inspeção realizada pela Anvisa e as vigilâncias sanitárias de São Paulo e do município de Hortolândia, onde fica o laboratório. A empresa também foi notificada a suspender imediatamente a recepção de novos lotes de matérias primas utilizadas na produção de medicamentos no seu almoxarifado, até a completa adequação do processo.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, no dia da inspeção do almoxarifado da fábrica a temperatura estava em 46ºC, quando a determinada pelas normas técnicas é entre 15ºC e 28ºC, o que pode gerar uma perda da eficácia do medicamento.
Procurada pela reportagem, a EMS disse apenas que tomou conhecimento da publicação do recolhimento do medicamento e "está tomando as providências necessárias". (Com Folhapress)

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