Vigilância de SP fecha indústria farmacêutica Agência Folha De São Paulo A Vigilância Sanitária de São Paulo fechou ontem o laboratório Gilton do Brasil Indústria Química e Farmacêutica Ltda. A empresa estava com a licença de funcionamento vencida desde 1997. Além disso, suas instalações foram consideradas inadequadas. O diretor da Vigilância, Paulo Nakano, coordenador da blitz, diz que as paredes do prédio estão cheias de infiltração. A entrada de água é mais frequente no local onde era feita a pesagem da matéria prima usada nos remédios e na sala destinada à produção de cápsulas. As denúncias contra esse laboratório partiram de dois consumidores que desconfiaram da autenticidade de um remédio chamado Tyll, indicado para obesidade. Até as 17 horas, a Vigilância ainda não tinha certeza da procedência do remédio. Isso porque os registros do produto não estavam no laboratório, como deveriam. ‘‘A bula desse produto é estranha’’, diz o diretor da Vigilância. O remédio é indicado para obesidade, degeneração gordurosa e celulite. A bula garante que o remédio não tem efeitos colaterais por ser produzido à base de ervas. O Gilton também produz o Luftgaz (para gases), o Urubac Septim (sulfa para combater a infecção das vias urinárias) e o Ginseng, um complemento alimentar. ‘‘Um laboratório não pode funcionar em uma casa naquelas condições’’, disse Nakano. Segundo ele, em 1997 o laboratório informou ao órgão que fecharia para reforma e terceirizaria sua produção. ‘‘O prédio continua exatamente como estava – em péssimas condições’’, diz Nakano. ‘‘E para completar eles nunca terceirizaram nada. Os remédios continuaram a ser produzidos naquelas condições’’, completa. A equipe da Vigilância chegou ao laboratório às 10 horas e aguardou até as 14h10 pela chegada de algum responsável. Apenas um homem – que se identificou como Paulo – se apresentou como gerente.