Os fiscais da Vigilância Sanitária de Londrina terminam hoje a operação de inspeção das farmácias para encontrar e interditar, cautelarmente, alguns anticoncepcionais produzidos pelo laboratório Schering do Brasil. Iniciada no dia 24 de setembro, até ontem a operação havia feito a apreensão cautelar de 84 cartelas de pílulas encontradas em 12 farmácias.
Foram apreendidas 64 cartelas de Microvlar (lote 253), 14 cartelas de Gynera (lote 390), e 6 cartelas de Diane 35 (lote 0342). Em cada uma das cartelas dos anticoncepcionais Diane e Microvlar estava faltando uma drágea. No produto da Gynera, o problema foi outro: os números dos lotes no cartucho e no blister eram diferentes.
As cartelas do Gynera foram encontrados em cinco farmácias, as de Diane em três estabelecimentos e as de Microvlar em quatro farmácias. Em outras 95 farmácias e em 13 distribuidoras não foram encontrados nenhum destes anticoncepcionais. Hoje, serão inspecionadas as últimas 14 farmácias. Os medicamentos apreendidos estão sendo lacrados em envelopes e deixados sob a guarda do próprio estabelecimento comercial, até que chegue ao fim o processo movido em Brasília pelo Ministério da Saúde contra o laboratório Schering.
‘‘Ao final do processo, este material pode ser inutilizado, devolvido para a indústria ou liberado para o consumo, dependendo do resultado do julgamento do processo, no qual o laboratório tem todo o direito de defesa’’, explica a coordenadora do setor de produtos de saúde da Vigilância Sanitária, Giane Zupellari. ‘‘Não vamos divulgar os nomes das 12 farmácias onde os produtos foram encontrados, porque a responsabilidade não é delas, mas sim do fabricante dos anticoncepcionais. Elas têm, agora, apenas o compromisso de não comercializar as cartelas apreendidas, para evitar possíveis prejuízos às usuárias.’’

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