Vigilância apreende 836 kg de carne vencida na UEM
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quarta-feira, 09 de novembro de 2011
Vitor Ogawa <br>Reportagem Local 
A Vigilância Sanitária de Maringá, no norte do Paraná, apreendeu, ontem à tarde, pouco mais de 836 quilos de carne com data de validade vencida acondicionada em uma câmara fria do restaurante da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O órgão instaurou um processo administrativo que pode culminar com aplicação de multa à instituição de ensino. Ribeiro disse que a Vigilância Sanitária foi alertada por uma denúncia anônima e, ao verificar, houve surpresa pela grande quantidade. Havia 656,2 quilos de bisteca e 180,4 quilos de costela bovina.
De acordo com o médico veterinário que realizou a fiscalização no local, Eduardo Alcântara Ribeiro, a carne tem características que indicam claramente que não pode ser consumida. ''Nós recebemos a denúncia por meio da ouvidoria, pelo telefone 156, e embora o local já tivesse recebido fiscalização da Vigilância Sanitária com frequência, o fato da denúncia envolver manipulação de produto de origem animal motivou uma nova vistoria e foi constatado que o local acondicionava a mercadoria vencida em uma das três câmaras frias'', relata Ribeiro.
Segundo o fiscal da vigilância sanitária, parte da carne foi recebida como produto resfriado, mas estava congelado e a outra parte, que estava mais conservada, já foi recebida como produto congelado.
O médico veterinário determinou a apreensão cautelar das carnes para inutilização. ''A administração do restaurante universitário tem 15 dias para realizar a defesa por escrito para dar continuidade ao processo administrativo, que vai definir a penalidade que o local pode receber. Além da inutilização das carnes o restaurante pode receber uma advertência ou mesmo uma multa, mas a sanção depende da gravidade, dos antecedentes e do volume da carga apreendido'', explica Ribeiro.
A pró-reitora de Recursos Humanos e Assuntos Universitários, Sônia Lucy Molinari, informa que foi feita a compra do lote e na entrega não foi observada a data de validade. '' As carnes foram embaladas no dia três de outubro e tinham um prazo de validade de sete dias. Quando as recebemos, elas já estavam com a data de validade expirada. Assumimos a nossa falta de observância quanto ao prazo de validade, mas garantimos que a carne não foi utilizada'', garante a pró-reitora.
Sônia destaca que o responsável pelo restaurante não tinha sido informado sobre o prazo expirado das carnes, por isso o material permanceu acondicionado na câmara fria. Ela estima que o valor total das carnes é de R$ 6 mil e ressalta que já entrou em contato com o fornecedor para mostrar que a entrega da mercadoria foi feita depois de seu vencimento. ''Nós temos as etiquetas das embalagens e o recibo assinado que comprovam a data de entrega depois do vencimento'', argumenta Sônia.


