Curitiba - Depois de dois dias de julgamento, o vigilante Marlon Balen Janke, de 33 anos, foi condenado pelo Tribunal do Juri de Curitiba, a 23 anos de prisão em regime fechado, pelo assassinato do estudante Bruno Strobel, filho do jornalista esportivo Vinícius Coelho, ocorrido em 2007. O outro réu e também vigilante Rodrigo Sampaio Rodrigues, de 29, foi condenado a 13 anos de reclusão por homicídio e ocultação de cadáver.
O julgamento começou na manhã de sexta-feira e só terminou na noite de sábado, quando a juíza Inês Marchalek Zarpelon proferiu as sentenças. A decisão foi apertada entre os jurados. Foram quatro votos pela condenação e três contrários. Janke foi condenado por homicídio, tortura mediante sequestro, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Os advogados das duas partes devem recorrer da decisão.
As investigações mostraram que Bruno estava pichando um muro de uma clínica no Bairro Alto da Glória, em Curitiba, na madrugada de 3 de outubro de 2007, quando foi flagrado por Janke, que prestava serviços para a empresa de vigilância Centronic. Ele teria levado Bruno até a empresa, onde o rapaz foi espancado. Depois, ele foi colocado no porta-malas de um carro e levado para Almirante Tamandaré. O corpo da vítima, com dois tiros na cabeça, foi encontrado uma semana depois.
Durante o julgamento, Janke confessou ter sido o autor do tiro que matou Bruno, mas alegou ter sido um tiro acidental e pediu desculpas à família do estudante. O defensor de Rodrigues, que teria se juntado a Janke a caminho de Almirante Tamandaré, tentou mostrar que Bruno já chegou morto àquela cidade, o que o incriminaria apenas pela ocultação de cadáver. (Com Agência Estado)

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